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INTERVENÇÃO DO MINDCOM NA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE TÓQUIO SOBRE DESENVOLVIMENTO EM ÁFRICA

Governo 02-10-2026
COMUNICADO OFICIAL SOBRE REVISÃO DA SÉRIE TEMPORAL E DA METODOLOGIA DE CÁLCULO DO ÍNDICE DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL (IPI)

O Ministério da Indústria e Comércio (MINDCOM) tomou conhecimento da decisão do Instituto Nacional de Estatística (INE) de proceder à revisão da série temporal do Índice de Produção Industrial (IPI), bem como de retomar o cálculo do indicador com base na recolha directa de informação junto de uma amostra de 183 unidades industriais.

O MINDCOM reconhece e valoriza o mandato do INE na produção e divulgação das estatísticas oficiais e reafirma a sua disponibilidade para continuar a cooperar no reforço da qualidade, consistência e fiabilidade da informação estatística relativa ao sector industrial.

A integração dos dados do Portal da Indústria no cálculo do IPI resultou de um processo de concertação técnica aprofundada entre o INE e o MINDCOM, durante o qual foram discutidos os procedimentos de disponibilização, tratamento e utilização da informação e realizados os respectivos testes técnicos.

Neste sentido, o MINDCOM considera fundamental que sejam objectivamente identificadas e demonstradas as eventuais inconsistências detectadas nos dados administrativos, a metodologia utilizada para a sua identificação, o respectivo impacto nos resultados do IPI e os períodos e actividades económicas afectados.

O Ministério entende que a volatilidade observada nos resultados não constitui, por si só, evidência suficiente da existência de erros nos dados administrativos. Importa distinguir as variações efectivas da produção industrial de eventuais questões relacionadas com cobertura, actualização, classificação, periodicidade, preenchimento, tratamento ou validação da informação.

As variações verificadas no geral, resultam em concreto do aumento e expansão da capacidade produtiva interna. Tal facto, pode ser facilmente constatado a visitas às unidades industriais.

O MINDCOM considera que os dados do Portal da Indústria, alimentado através dos reportes efectuados mensalmente pelos industriais, deve continuar a constituir a fonte central e principal de informação sobre a actividade industrial.

Eventuais limitações identificadas nessa base de dados podem ser objecto de validação, harmonização, actualização e aperfeiçoamento, pelo que a sua substituição ou redução no processo de cálculo do IPI deverá ser precedida de uma análise técnica aprofundada.

Relativamente à recolha directa junto de 183 unidades industriais, o Ministério considera indispensável que seja demonstrada a representatividade estatística da amostra face ao universo industrial de referência.

Esta avaliação deverá considerar, entre outros elementos, a actividade económica, a dimensão e localização geográfica das unidades, o seu peso na produção e no volume de negócios, bem como a taxa de cobertura da amostra.

A questão assume particular relevância considerando que se encontram registadas 1 033 unidades industriais de média e grande dimensão, tornando necessário assegurar que a amostra seleccionada permanece actual e suficientemente representativa da estrutura e evolução do sector industrial nacional.

O Ministério reafirma a sua disponibilidade para, conjuntamente com o INE, analisar e corrigir eventuais limitações da informação do Portal da Indústria sob sua responsabilidade, o qual não constitui reconhecimento de que a revisão do IPI decorra de erros imputáveis ao MINDCOM, devendo ser claramente distinguidas a responsabilidade pela informação de origem e a responsabilidade pelo seu tratamento e utilização no cálculo do indicador.

O Ministério da Indústria e Comércio reafirma, por fim, o seu compromisso com a cooperação institucional e técnica com o Instituto Nacional de Estatística, tendo como objectivo comum assegurar a qualidade, credibilidade e representatividade das estatísticas oficiais do sector industrial nacional.

Fonte: MINDCOM
Governo 29-09-2026
MINISTRO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO EMPOSSA NOVO ADMINISTRADOR DO INAPEM

O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, conferiu, na tarde desta segunda-feira, 28 de Setembro, posse a Fernando Gilson Fernandes de Azevedo, para o cargo de Administrador do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM).

Na mesma cerimónia, realizada no Salão Nobre do Palácio de Vidro, foram igualmente empossados Jorge Afonso António Manuel, para o cargo de Chefe de Departamento para o Fomento Empresarial (DNEFE), e Isaías Nascimento, para o cargo de Chefe do Departamento de Estudos, Planeamento e Estatística da Escola Nacional do Comércio (ENCO).

Na sua intervenção, Rui Miguêns de Oliveira destacou a escolha de um quadro da instituição para assumir funções de gestão no INAPEM, considerando que a decisão reflecte a experiência acumulada pela instituição e o conhecimento existente nos seus quadros.

O Ministro salientou ainda a necessidade de uma estrutura de gestão dinâmica, adaptativa e flexível, capaz de responder às responsabilidades do INAPEM em todo o território nacional.

“Estamos a dar posse a um quadro jovem porque o INAPEM precisa de ter uma estrutura dinâmica, adaptativa e flexível que se adeque às grandes responsabilidades que tem ao nível de todo o país”, afirmou.

Rui Miguêns de Oliveira acrescentou que a juventude dos quadros poderá constituir uma mais-valia na compreensão dos desafios enfrentados pelos empreendedores e empresários, tendo em conta que uma parcela significativa deste segmento é igualmente jovem.

Ao novo Chefe de Departamento de Estudos, Planeamento e Estatística da ENCO, o Ministro apelou para um maior contributo na afirmação e visibilidade da instituição, sobretudo através da produção e disseminação de conhecimentos úteis aos empreendedores na área do comércio.

Rui Miguêns de Oliveira considerou igualmente importante que a ENCO contribua para o processo de transição da economia informal para a economia formal, através da capacitação e qualificação dos agentes económicos.

Ao novo responsável pelo Departamento para o Fomento Empresarial (DNEFE), Rui Miguêns de Oliveira apelou para o reforço da proximidade com os agentes económicos, particularmente os micro e pequenos empreendedores.

O Ministro defendeu uma actuação orientada para as necessidades concretas deste segmento, através de maior apoio institucional, tendo em vista o seu fortalecimento e a sua contribuição para a consolidação do tecido empresarial nacional.

Marcaram presença na cerimónia a Secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, o Secretário de Estado para a Indústria, Carlos Manuel Rodrigues, Directores nacionais e equiparados, Administradores, Consultores e Chefes de Departamento do Ministério da Indústria e Comércio.

Fonte: MINDCOM
Governo 25-09-2026
EXPO-HUAMBO APOSTA NA DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA E NO REFORÇO DA PRODUÇÃO NACIONAL

O ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, presidiu nesta quarta-feira, 24 de Setembro, em representação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, à cerimónia de abertura da 3ª edição da Expo-Huambo, que decorre no Jardim Botânico da capital da província, sob o lema “Conectando Negócios para a Diversificação da Economia”.

Ao intervir no acto, Rui Miguêns de Oliveira defendeu que a Expo-Huambo para além de uma feira de exposição, deve assumir-se como um espaço de negócios, investimento e aproximação entre os diferentes intervenientes das cadeias de valor nacionais.

O ministro destacou a necessidade de Angola produzir mais, transformar mais e comercializar melhor, defendendo uma diversificação económica capaz de contribuir para o aumento da produção nacional, a criação de empresas e empregos e a maior disponibilidade de bens produzidos no país.

Neste contexto, realçou o papel do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI). De acordo com os dados apresentados, no segundo trimestre de 2026, os desembolsos de crédito no âmbito do programa atingiram cerca de 70,1 mil milhões de kwanzas, um crescimento de 130% face ao período homólogo.

No sector industrial, o ministro informou que o número de unidades industriais chegou a 992, representando um crescimento de 44,19% face ao segundo trimestre de 2025. A utilização da capacidade instalada passou de 48% para 54%, com a indústria alimentar a representar 44% do volume global da produção industrial, seguida da indústria de bebidas, com 15%.

O ministro defendeu igualmente uma maior articulação entre a agricultura, a indústria e o comércio, tendo em conta a necessidade de transformar as matérias-primas nacionais em produtos com maior valor acrescentado, gerar emprego, reduzir a dependência das importações e reforçar a segurança alimentar.

Rui Miguêns de Oliveira apontou o potencial agrícola, pecuário, agro-industrial e empresarial da província, destacando oportunidades em sectores como a transformação da madeira, a indústria têxtil e de confecções, a transformação de peles e a produção de calçado.

A cerimónia de abertura foi prestigiada pelo do governador da província do Huambo e anfitrião do evento, Pereira Alfredo, pela governadora do Bié, Celeste Adolfo, pelo presidente do Grupo Arena, Bruno Albernaz, pela secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes, entre outras entidades convidadas.

A 3ª edição da Expo-Huambo conta com mais de 270 expositores, provenientes das províncias do Huambo, Luanda, Bié, Benguela, Cunene, Huíla e Cuando, e decorre até ao dia 27 do mês em curso.

Fonte: MINDCOM

mindcom.gov.ao Ministro da Indústria e Comércio

Rui Miguêns de Oliveira



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