• EMPRESÁRIOS BRASILEIROS CONVIDADOS A INVESTIR EM ANGOLA E A IMPULSIONAR A PRODUÇÃO NACIONAL


    O Secretário de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, convidou hoje, em Luanda, os empresários brasileiros a olharem para Angola não apenas como um mercado de destino para exportações, mas, sobretudo, como um espaço de investimento, produção e transformação de matérias-primas, através do estabelecimento de parcerias com empresas angolanas e da criação de capacidades orientadas para o acesso a outros mercados.

    Ao intervir na abertura do Encontro Empresarial Angola–Brasil, o governante destacou a agricultura e a indústria como sectores estratégicos para o aprofundamento da cooperação económica entre os dois países, sublinhando a importância das parcerias empresariais, da transferência de tecnologia e do investimento produtivo.

    “Angola pretende potenciar a sua capacidade produtiva e, neste contexto, identificou os sectores da agricultura e da indústria como áreas estratégicas para aprofundar a cooperação económica com o Brasil, através de parcerias empresariais, transferência de tecnologia e investimento produtivo”, afirmou.

    Carlos Rodrigues apresentou, neste âmbito, um conjunto de oportunidades concretas de investimento, com destaque para a transformação de cereais e frutas, a produção de óleos alimentares, farinhas e outros derivados, bem como para o fornecimento e produção de equipamentos destinados à indústria alimentar, entre outras áreas com elevado potencial.

    O Secretário de Estado enfatizou igualmente a ambição do Executivo de aumentar progressivamente a transformação local dos recursos disponíveis no país, acrescentando-lhes valor e criando uma base industrial mais produtiva, competitiva e capaz de responder não só às necessidades do mercado interno, mas também às oportunidades de exportação.

    No quadro das reformas em curso, Carlos Rodrigues apresentou ainda aos empresários brasileiros as mudanças em implementação nos Polos de Desenvolvimento Industrial, que passam de um modelo predominantemente público para uma abordagem que privilegia uma participação mais activa do sector privado, tanto na instalação de unidades produtivas como na gestão, exploração e desenvolvimento destas infra-estruturas.

    Segundo o governante, esta transformação cria uma dupla oportunidade para o investimento privado.

    “Esta reforma abre uma dupla oportunidade ao investimento privado. Primeiro, porque permite que mais empresas se instalem nos Polos e desenvolvam novas unidades produtivas e, segundo, abre espaço para que novos investidores e operadores privados participem na gestão, exploração e desenvolvimento destas infra-estruturas industriais”, destacou.

    A reforma pretende, assim, tornar os Polos de Desenvolvimento Industrial mais atractivos ao investimento, estimular a instalação de novas unidades fabris, promover a criação de emprego e reforçar as cadeias nacionais de produção e fornecimento.

    Realizado sob o lema “Abrindo Caminhos para Novos Negócios”, o Encontro Empresarial Angola–Brasil teve como principal objectivo fortalecer uma nova etapa das relações económicas bilaterais, conjugando a expansão do comércio com novas oportunidades de investimento, cooperação empresarial, transferência de conhecimento e desenvolvimento produtivo.

    A iniciativa foi co-organizada pela Embaixada do Brasil em Angola, pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX).

    O encontro contou com a presença da Embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, do Secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Alex Giacomelli, bem como de representantes de diversos organismos públicos e privados dos dois países.

    A iniciativa reforçou, deste modo, a perspectiva de uma relação económica Angola–Brasil assente não apenas no comércio, mas também na produção, transformação, investimento, inovação e criação de valor, com benefícios para as empresas e para as economias dos dois países.