O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, defendeu nesta quarta-feira, que a formalização do comércio entre Angola e a República Democrática do Congo representa uma oportunidade estratégica para transformar fluxos comerciais históricos, muitas vezes informais, em processos mais organizados, seguros e inclusivos.
Rui Miguêns de Oliveira foi o orador principal do painel dedicado ao tema da formalização do comércio transfronteiriço entre os dois países, na 3ª edição do Fórum Económico RDC – Angola, que decorre até esta quinta-feira, 02 de Abril, em Kinshasa.
Segundo o ministro, o sector privado posiciona-se estrategicamente no centro da operacionalização do comércio transfronteiriço, pelo que, é fundamental criar-se condições para que todos os operadores, desde as grandes empresas até os pequenos comerciantes informais possam actuar de forma estruturada, eficiente e sustentável.
Desta forma, acrescentou o governante, será possível dinamizar o comércio entre os dois países, colocando os operadores privados na vanguarda dos interesses nacionais, contribuindo para o desenvolvimento económico, a criação de emprego e o fortalecimento da integração regional.
Angola partilha com a República Democrática do Congo 48% da sua fronteira, o que representa maior risco e exigência em termos de controlo fronteiriço. Quanto aos postos fronteiriços, Luvo e Noqui em Angola e Lufo, Matadi e Boma na RDC, desempenham um papel central na circulação de mercadorias e no fortalecimento da integração económica regional.
Nesta 3ª edição do Fórum Económico RDC – Angola, o país está representando por uma delegação multissectorial encabeçada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.